30 novembro 2013

Ofídico Feitio + Pelo Dwat

Olá!
Venho hoje com uma postagem dupla! Tenho cuidado de colocar no facebook os poemas que já coloquei aqui antes. Então lá está bem movimentado. Procurando os poemas pra colocar lá, me lembrei de uns que não havia colocado nem mesmo aqui! Então vim fazer uma postagem dupla e ínédita! Nada de reciclar hoje!
Vamos lá?


Ofídico Feitio.
Das luzes do dia me cubro
Como uma cobra me escondo
Me protejo, me guardo
No escombro.

Saio apenas pela fome;
Sangue rubro.
Aguardo
O instante certo, o momento.
Um arroubo
Rasteiro
Da coragem que some
Num suspiro
De doce alento.
O terror que vem ligeiro
Num giro;
Sinto o cheiro.

Passeio com calma
Desde cedo
Vagando fria
Pelo medo.

Antes de voltar pro ninho
Sugo a alma
Com carinho.
Depois jogo pra longe
O casco vazio.

Me escondo de novo,
Visto meu hábito de monge.
Me aconchego no ovo
Quente e macio;
Num ofídico feitio.












Pelo Dwat
A caminho do palácio do sul
Busco meu destino navegando nas águas escuras.
Minhas respostas perdidas
Das perguntas impuras.

Logo estarei além daqui
Na direção do horizonte azul;
Procurando o rei que perdi
E que me traga a vida minha.
Quero saber o que esqueci,
Quero ser sua rainha.

Ando sozinha
Horas a fio;
Minhas jóias caem pelo chão.
Busco redenção
E as asas para voar
Sob o sol negro e frio
A caminho do palácio vazio.