19 julho 2013

Destruidor dos Séculos

Olá, se alguma alma viva ainda passa por aqui. Peço imensas desculpas esfarrapadas por não ter atualizado antes. Ok, sei que ninguém está dando bola para as mil justificativas que eu posso ter: estava trabalhando, estudando, viajando, escrevendo, sem criatividade, sem pc, sem internet, sem papel e lápis, sem fogo, numa estação espacial, numa dimensão paralela onde fiquei uns 15 minutos e quando voltei vários meses haviam se passado etc. Bom, vamos ao que importa: O poema de hoje é um texto meio cruel, talvez; Eu sinceramente não sei. É um pouco ácido, na minha opinião, mas mantém um tom agridoce pela visão da pessoa que descreve a persona a ser abordada. Imagino que muitos de nós já viram um destruidor como o do texto, seja em forma masculina ou feminina. Mas me digam vocês, por que assim é mais interessante pra mim; Gosto de ouvir o que vocês me dizem. E vamos lá!
 
Destruidor dos Séculos. 
Veja quando ele se aproxima
O modo como ele caminha,
Que o chão treme aos nossos pés,
E você se sente pequenina
Como uma doce e triste fadinha
Cheia de amor.

Mas ele não é a sua luz calma
Para se ver através
Da cortina de fina amplidão.
Ele é apenas um belo leão,
Que devora seu coração
E aprisiona sua alma.

Veja o dia se tornar escuridão
A cada passo dele;
Não se engane,
Não com aquele,
Pois note como as flores queimam
Só com sua respiração.

Porque esse é o Destruidor dos Séculos
E mesmo que você o odeie,
Ele sempre será lindo.
E mesmo que você morra
Ele seguirá indo.

E se você arrancar seu coração
Ainda assim ele amará
Sem remorsos ou tormentos.
Matando todas as donzelas
Destruindo sentimentos.

Assim vive o Destruidor
E ali jaz
Frio e quieto,
Como eu e outros monstros
Que sobreviveram ao seu amor.


 Bom, espero sinceramente que gostem. A imagem de ilustração que coloquei hoje me encantou de tal forma que não pude deixar de associa-la ao texto, e por isso senti tanta necessidade de trazer esse conteúdo hoje. Até a próxima e muitos beijos a todos!