08 março 2012

Sou eu...

     Olá, se existe alguém nesse mundo lindo que se interesse por esse pedacinho de mim... Depois de certo tempo, mas ainda cumprindo minha promessa de não abandonar esse blog, chego aqui pra atualizar num dia muito especial: o dia internacional da mulher. Já se interessaram em pesquisar sobre essa data, saber sobre as operárias que morreram por lutar por seus direitos? Eu recomendo, é bastante interessante.
     Sinceramente, creio que cada ser humano tem muitas nuances em si, e as mulheres então não possuem apenas nuances, mas detalhes de fazer corar um artista perfeccionista. Nós, mulheres, somos ensinadas a sermos delicadas ao mesmo tempo em que devemos ser guerreiras para defender não apenas a nós mesmas, mas nossa família e filhos; Somos ensinadas a sermos recatadas e ao mesmo tempo femininas e insinuantes... Nossa, é muita contradição! Mas é assim que é bom, né? Baseada na singularidade de cada ser humano, o poema de hoje é um visão de um eu-lírico feminino sobre si mesmo, sobre a dicotomia de sua personalidade e da beleza que se forma quando essas características paralelas se unem numa única essência.


Meu Eu...
Sou apenas o que gosto e faço
A cultura, a vingança, o amor...
A loucura;
Mel e aço.

Porque você não me conheçe;
Apenas vê partes de mim
A fúria que queima fria
Ou o sorriso fácil assim;
Porque nesses olhos de escuridão
Tem a luz da imensidão.

Sou apenas meu próprio gosto;
Uma intensa mistura
Do sangue mais quente com a água mais pura
Que você vê posto, aqui
Nos traços do meu rosto.