27 janeiro 2011

Post Inicial

       Olá para todos! É muito estranho fazer um post inicial depois de tanto tempo parada. Não sei muito o que dizer: tive diversos motivos que me impediram de continuar com o antigo Pandora's Temple, e depois quando decidi voltar eu queria algo que fosse ainda mais ligado à mim. Agora que tudo está começando a encontrar rumo, trago para vocês os Ventos de Myrella. Ainda estou com um template meio orgânico aqui, mas não se preocupem porque a coisa vai melhorando. Gostaria de ter nesse blog não apenas os antigos amigos que acompanhavam o velho blog, mas novos parceiros que gostam desse mundo tão rico da leitura. Esse primeiro post deve ficar em destaque um pouco mais tempo que os próximos, pois quero ter tempo de avisar alguns amigos e antigos parceiros, e também tenho que organizar minhas cosias pós férias, mas aguardem novos poemas para breve. Estou ansiosa por isso.
       Então, o poema de hoje é inédito, e é algo muito diferente pra mim, pois o eu-lírico é masculino e isso tornou o texto completamente diferente de qualquer coisa que já tenha pensado em escrever antes. O resultado me incomodou um pouco a princípio, mas achei que por ser diferente seria uma boa abertura para o blog; além disso, o texto foi aprovado por dois amigos meus; Ok, vou parar por aqui, já estou com vergonha antes mesmo de chegar no poema. ^.^ Espero que gostem e comentem. Bons ventos os tragam de volta! Beijo.


Quero que você se abra pra mim, pequena flor de fogo;
Floresça na calor da primavera dos meus braços.
Quero te fazer desabrochar e te despedaçar,
Em cada beijo e cada abraço.
Te deixar sem ar.


Vibre nos meus braços
E me deixe sentir sua febre
pele a pele.


Quero adentrar teu corpo como um templo,
Violar-te com deleite.
Se abra pra mim,
Me receba, me acolha por inteiro
Me aceite.


Seja minha e possua minha essência;
Parte das minhas virtudes, parte dos meus pecados;
Toda minha paixão.
Me unifique,
Me queime e me purifique.


Derreta nos meus braços.
Quero sentir você assim, tremendo
Repetindo meu nome, baixinho
De olhos fechados,
Como uma oração.


Gosto de sentir seu coração firme
Assim tenso e retesado como as cordas de um arco;
Acompanhando o ritmo do meu
Vibrante e tímido,
Como o sol ao nascer.


Quero colher com prazer
Cada suspiro da sua boca doce.
Saber que sou eu a arrancar cada um deles;
Me envaidecer.


Quero você por inteiro com um desejo que nunca senti.
Que me vira a cabeça,
Que não posso controlar, como se eu não fosse eu.
Quero que seja toda minha, enquanto eu sou teu.